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Agronegócio no Brasil: +827 mil empregos e recorde histórico marcam 2024

No cenário econômico brasileiro, o agronegócio se destacou no primeiro trimestre de 2024 por uma crescente e significativa expansão em suas contratações. Essa tendência é evidenciada por um recente estudo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em conjunto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ressaltando a força deste setor na geração de empregos.

De acordo com o levantamento, o agronegócio não só atingiu um recorde de 28,6 milhões de pessoas empregadas, como também viu um aumento de 3% ou 827 mil novas contratações no comparativo anual entre os primeiros trimestres de 2023 e 2024. Este crescimento superou a média nacional de aumento de empregos, que ficou em 2,3%.

Por que o agronegócio está contratando mais?

Este impulso de contratações no agronegócio contribuiu para elevar a participação do setor no total de empregados no país para quase 27%. Esse aumento é impactante, principalmente quando se observam as cifras de crescimento de outros setores menos dinâmicos. O agronegócio respondeu por 26,85% do total de empregados, uma preciosa elevação quando comparado aos 26,67% do mesmo período do ano anterior.

Setores que mais contrataram no agronegócio

Entre os diversos ramos do agronegócio, os agrosserviços tiveram a maior alta, com um impressionante crescimento de 9,9% no número de trabalhadores. Este aumento se traduziu em mais 962 mil pessoas empregadas somente neste segmento. Além disso, houve um aumento considerável nas agroindústrias, que viram o número de empregados crescer em 3,4%, o que representa adicionais 149 mil trabalhadores.

Por outro lado, alguns setores, como a agropecuária, vivenciaram um declínio nas taxas de contratação, impactados principalmente pelos desafios enfrentados pela sojicultura e pela cafeicultura, entre outros.

Qual é o perfil dos novos empregados no setor?

  • Contratações com carteira assinada: aumento de 6,4% ou 583,8 mil pessoas.
  • Contratações sem carteira: incremento de 6,8% ou 269 mil pessoas.
  • Trabalhadores por conta própria: crescimento de 5,5% ou 56,5 mil pessoas.

Além disso, ocorreu um incremento nas contratações de profissionais com nível superior e médio, enquanto houve uma leve queda entre aqueles com ensino fundamental e sem instrução. Este perfil destacado revela uma tendência do setor agrícola em buscar mão de obra cada vez mais qualificada.

O agronegócio, além de ser um motor econômico essencial para o Brasil, comprova mais uma vez sua relevância na absorção de mão de obra e na dinamização do mercado de trabalho, mesmo frente a desafios e flutuações econômicas. Com tais números, o setor reforça não apenas sua importância estratégica, mas também seu papel como um dos pilares para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Lucas Alves

Jornalista e revisor. Atualiza diariamente as principais notícias do mercado agrícola.

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